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Ex-dirigentes do BRB ignoraram alertas sobre o Banco Master, apontam mensagens obtidas pela PF

PF aponta conduta temerária de dirigentes do BRB nas tentativas de compra do Master Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelam que dirigentes do Banco de ...

Ex-dirigentes do BRB ignoraram alertas sobre o Banco Master, apontam mensagens obtidas pela PF
Ex-dirigentes do BRB ignoraram alertas sobre o Banco Master, apontam mensagens obtidas pela PF (Foto: Reprodução)

PF aponta conduta temerária de dirigentes do BRB nas tentativas de compra do Master Mensagens obtidas pela Polícia Federal revelam que dirigentes do Banco de Brasília (BRB) continuaram avançando em operações com o Banco Master apesar de alertas, pendências e questionamentos internos sobre a viabilidade das transações. 🔎 O BRB, atualmente, encontra-se em crise por causa de negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025 (veja detalhes abaixo). Conforme o relatório da Polícia Federal, as trocas de mensagens aconteceram entre o ex-presidente do banco Paulo Henrique Costa e o então diretor de finanças e controladoria Dario Osvaldo Garcia Junior, além do advogado Fabiano Barbosa. Em nota, a defesa de Paulo Henrique Costa afirma que "a PF erra quanto aos fatos" e que, assim que Paulo Henrique soube sobre as irregularidades, tomou as providências necessárias. A reportagem tenta contato com os advogados dos demais citados. Fachada do banco BRB Reprodução/TV Globo Segundo a PF, as conversas, que aconteceram entre julho e novembro do ano passado, mencionam de forma repetida a possibilidade de quebra do Banco Master. "A compra do Banco Master representou, do início ao fim, um processo profundamente falho, marcado por ausência de governança, documentação irregular, liquidez inexistente e risco regulatório extremo, que acabou expondo o BRB a uma crise institucional sem precedentes", concluiu a PF. Ainda para a PF, houve "conduta temerária dos diretores do BRB, que, diante de todas as falhas, atrasos, documentos irregulares e falta de lastros, deram continuidade à operação de compras de carteiras, tendo por muitas vezes que se desdobrarem contabilmente para satisfazer as vontades do Master, bem como [do ex-presidente do banco] Paulo Henrique". ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp. As mensagens Mensagens de ex-dirigentes do BRB sobre o Banco Master Reprodução Mensagens trocadas em julho do ano passado mostram Paulo Henrique Costa apressando Dario Garcia sobre as negociações do Banco Master: - Paulo Henrique Costa: Dario, precisamos assinar tudo o que pudermos. Acredito que de hoje não passará. - Dario Garcia: Vixi 'maria'. - Paulo Henrique Costa: Deixe tudo assinado. Segundo o relatório, as investigações apontam que Paulo Henrique acreditaria que o Master quebraria na data do diálogo e, por isso, a pressa em assinar os documentos. Em outra ocasião, o advogado Fabiano Barbosa – contratado pelo BRB para atuar na consultoria jurídica da operação – e Dario conversam: - Fabiano Barbosa: Esse pessoal do Master é complicado hein? A gente estava com tudo redondo para pegar tudo o que precisava. - Dario Garcia: Um bando de F... Picareta é pouco. Ex-presidente do banco foi preso Quem é Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB preso pela PF Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança. Crise no BRB ➡️O BRB enfrenta a pior crise de sua história desde novembro de 2025, quando a operação Compliance Zero revelou as suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro. ➡️O BRB tentou comprar o Master e chegou a injetar R$ 16,7 bilhões no banco de Vorcaro. A compra foi barrada pelo Banco Central e, depois, o BRB descobriu que parte das carteiras compradas era fraudulenta e sem lastro. ➡️O governo do DF é acionista majoritário do BRB e tenta, agora, um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para recompor o patrimônio da instituição. O governo federal já informou que não pode dar garantia a essa operação, mas o DF vem insistindo no pedido. O que diz a defesa de Paulo Henrique Costa "Paulo Henrique Costa, tão logo tomou conhecimento de irregularidades - créditos gerados fora do ambiente Master -, interrompeu a aquisição de carteiras, além de tomar medidas providenciais, entre elas garantias na ordem de 25 bilhões. O que houve posteriormente foi a troca de ativos, em que carteiras eram devolvidas ao Master, em troca de outros ativos, sólidos. 10,5 do 12,2 bilhões foram substituídos por ativos hígidos. A PF erra quanto aos fatos." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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