Falta de leitos na rede pública do DF faz jovem com paralisia cerebral seguir em UTI, 10 dias após alta; família cobra vaga em enfermaria
Paciente com paralisia cerebral recebe alta da UTI, mas segue internado no DF Um paciente com paralisia cerebral está internado há mais de uma semana em um le...
Paciente com paralisia cerebral recebe alta da UTI, mas segue internado no DF Um paciente com paralisia cerebral está internado há mais de uma semana em um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da rede pública do Distrito Federal, mesmo após receber alta do setor. ➡️ Weverton Alan Alves Garcia, de 21 anos, aguarda uma vaga em uma enfermaria para continuar o tratamento. O jovem usa traqueostomia e recebe alimentação por gastrostomia (GTT). No dia 31 de agosto, Weverton foi transferido da Ala Vermelha da UPA de São Sebastião para a UTI do Hospital Regional de Samambaia. Naquele momento, o paciente tinha um quadro de pneumonia complicada por derrame pleural. Segundo o relatório médico, ele evoluiu para choque séptico de origem pulmonar. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp. Após apresentar melhora, Weverton recebeu alta da UTI. Um relatório médico emitido nesta terça-feira (22) e obtido pelo g1 mostra que a alta ocorreu em 13 de setembro. Sem vagas em enfermaria para recebê-lo, no entanto, a rede pública de saúde mantem Weverton em um leito de UTI desde então. Veja abaixo: Relatório médico mostra que a alta ocorreu em 13 de setembro. Arquivo pessoal No documento desta terça, a médica afirma que o paciente estava em regular estado geral, respirando espontaneamente pela traqueostomia, sem desconforto ou queda de saturação. Ele estava sem febre, em tratamento com o antibiótico. Ao final, o relatório registra: “Segue de alta”. Ao g1, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou que não há, no momento, vaga de enfermaria de clínica médica disponível para o paciente nem no Hospital Regional do Paranoá nem no Hospital Regional de Samambaia, onde ele está internado. A pasta informou que, caso surja um leito em Samambaia antes da transferência, ele será imediatamente encaminhado para a enfermaria da própria unidade. "A SES-DF ressalta que o paciente não está desassistido. Enquanto aguarda a transferência, ele permanece internado, com acompanhamento da equipe multiprofissional e todos os cuidados necessários ao seu tratamento", pontuou o órgão. Família aguarda vaga em enfermaria Segundo os familiares, Weverton deveria continuar o tratamento em uma enfermaria do Hospital Regional do Paranoá. Eles chegaram a ser informados de que havia uma vaga disponível na unidade, mas depois descobriram que o leito não estava reservado para o paciente. Desde então, a família aguarda a disponibilização de uma vaga. O pai de Weverton procurou a Defensoria Pública do Distrito Federal nesta terça-feira (22) para tentar conseguir a transferência. Weverton Alan Alves Garcia, de 21 anos, usa traqueostomia e recebe alimentação por gastrostomia (GTT). Arquivo Pessoal Os familiares também estão preocupados com a permanência dele na UTI mesmo após a alta. “A gente tá morrendo de medo de ele ficar na UTI e acabar pegando alguma bactéria, além ficar ocupando também o leito de UTI sem necessidade”, disse a irmã, Tainá Oliveira, ao g1. O que diz a Secretária de Saúde "A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informa que o paciente recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva e aguarda transferência para leito de enfermaria de clínica médica no Hospital Regional do Paranoá, unidade de referência da sua região de residência. A solicitação de vaga foi encaminhada ao Complexo Regulador assim que a equipe médica da UTI indicou a alta. Desde então, a regulação e as equipes de gestão de leitos acompanham de forma contínua a disponibilidade de vagas na rede. No momento, o Hospital Regional de Samambaia, onde o paciente está internado, também não dispõe de leito de enfermaria de clínica médica disponível. Caso surja vaga na própria unidade antes da transferência, o paciente será imediatamente encaminhado para a enfermaria do hospital. Não há qualquer pendência relacionada ao transporte. A SES-DF ressalta que o paciente não está desassistido. Enquanto aguarda a transferência, ele permanece internado, com acompanhamento da equipe multiprofissional e todos os cuidados necessários ao seu tratamento. A Secretaria se mantém à disposição da família para esclarecimentos, por meio da equipe assistencial e da Ouvidoria." LEIA TAMBÉM: SEM MÉDICO: equipe de posto de saúde aciona bombeiros para reanimar paciente TRATAMENTO HÁ DOIS MESES: Michelle Bolsonaro é internada em Brasília com crise de enxaqueca Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.